Mais que Luta: O Projeto Vida Jiu-jitsu transforma realidades com disciplina e afeto

Mais que Luta: O Projeto Vida Jiu-jitsu transforma realidades com disciplina e afeto

Com aulas gratuitas de Jiu-jitsu, Instituto Vida DF promove valores e oportunidades para crianças e jovens em Samambaia-DF, por meio do esporte e do voluntariado. Conheça a iniciativa e o impacto real através do olhar de um dos professores voluntários.

O esporte como ferramenta de transformação

Em um tatame montado com simplicidade, mas cheio de propósito, o Projeto Vida Jiu-jitsu tem promovido mais que golpes e técnicas. Crianças e adolescentes da comunidade de Samambaia-DF têm aprendido sobre disciplina, respeito, autocontrole e superação. A iniciativa, parte do Instituto Vida DF, oferece aulas gratuitas de jiu-jitsu conduzidas por professores voluntários comprometidos em transformar vidas por meio do esporte.

O projeto foi criado com a missão de oferecer oportunidades reais para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, resgatando autoestima, promovendo saúde física e emocional e oferecendo uma alternativa saudável à realidade de muitos que vivem à margem.

Para entender melhor os bastidores e a importância do projeto, conversamos com Carlos Querino, um dos professores voluntários que, com dedicação e paixão, tem feito a diferença no dia a dia dos alunos. Confira a entrevista completa abaixo:

1. Como tem sido a sua jornada como voluntário no Projeto Vida Jiu-jitsu? O que te motivou a se envolver com essa missão?
Não é fácil ter um compromisso dessa importância, deixar de ter sua vida particular pra dar aula não é fácil, mas é gratificante, pois sempre quis dar aula, pois sou professor de formação (magistério antigo normal da rede pública), e eu vivia desde a faixa azul me especializando e buscando técnicas pra ensinar meus amigos de treino. Até que um dia o 3°sgt Esdras (pastor esdras) me chamou pra iniciar esse projeto o que foi aceito de imediato.

2. Na sua visão, qual é o papel do esporte — especialmente o jiu-jitsu — na transformação social de comunidades como a de Samambaia?
O esporte por si só é um transformador de vidas, tira crianças e adolescentes desse mundo de tecnologia pra mexer o corpo, saindo das telas pro tatame.

3. Quais valores você procura transmitir durante as aulas, além das técnicas do esporte?
Viemos a essa comunidade de samambaia pra ajuda as crianças a socializar, interagir e melhora a saúde como um todo, e com o jiu-jitsu, ensinamos hierarquia e disciplina, aprender com o ganhar e perder, dando não só um ensinamento de defesa pessoal, mas uma profissão, podendo ser um campeão ou professor de jiu-jitsu.

4. Você já presenciou alguma mudança significativa na vida de um aluno desde que começou a treinar aqui? Poderia compartilhar essa história com a gente?
Sim, temos nosso amigo e aluno Delgivan, começou levando seu filho Lucas pra treinar e foi vendo nosso trabalho e mesmo com 41 anos começou a treinar conosco já a um ano e vem me ajudando bastante com as crianças nas aulas, enquanto alguns pais só leva seus filhos (não é critica não) , ele chegou pra somar comigo e faz parte desse projeto importante. Obrigado Delgivan! (Risos)

5. O que diferencia o Projeto Vida Jiu-jitsu de outras iniciativas esportivas? Há algo especial no ambiente, nos alunos ou na proposta do Instituto?
A principal diferença do nosso projeto é levar pra crianças e adolescentes a parte importante que é Deus, a oração, o agradecimento no final do treino,  mostrar que Ele está presente em tudo que fazemos.

6. Como você enxerga o futuro do projeto? Quais são seus sonhos ou planos para os próximos anos?
Quero ele grande (risos), gostaria de ver um lugar maior pra poder alcançar mais alunos, poder graduar faixas azuis, faixas roxas, e quem sabe poder colocar uma faixa preta em um campeão saindo desse projeto.

7. Quais os maiores desafios que você enfrenta sendo professor voluntário em um projeto social, e o que te faz continuar apesar deles?
A falta de apoio financeiro e de um lugar maior, pois necessitamos de kimonos pros alunos e de tatame. Nossos alunos treinam alguns com e outros sem, e o tatame emprestado que a qualquer hora o dono pode pedir de volta e teremos que diminuir a turma que hoje é grande.

8. Qual é a importância da disciplina, do respeito e do autocontrole — princípios do jiu-jitsu — na formação de crianças e jovens hoje em dia?
Esses ensinamentos são essenciais pra eles, não só dentro do tatame, mas fora dele também, pois como no jiu-jitsu, na vida teremos altos e baixos e ensinamos como lidar com isso. Pois nem sempre teremos o sim e nem sempre ganharemos sem esforço.

9. Como a comunidade tem reagido ao projeto? Você percebe um envolvimento das famílias ou um impacto coletivo?
Na minha visão, a comunidade se agradou muito com a chegada do projeto vida jiu-jitsu, trouxe uma visão diferente da igreja, e cada dia vem se unindo conosco cada vez mais.

10. Se você pudesse mandar uma mensagem para quem ainda não conhece o projeto ou para quem deseja apoiar, qual seria?
Convido você, que nunca treinou, a ter uma aula experimental conosco. Venha conhecer seus limites, venha mexer o corpo!
E você que gosta de ajudar, que pode apoiar a comunidade, venha conhecer nossas instalações, venha conhecer nossos alunos, nossas necessidades e quem sabe ser nosso amigo. OSS!


Como apoiar o Projeto Vida Jiu-jitsu

O Instituto Vida DF é uma organização sem fins lucrativos que atua em diversas frentes sociais. Se você deseja ser um voluntário, realizar uma doação ou conhecer mais sobre o Projeto Vida Jiu-jitsu, acesse aqui a página do Projeto Vida Jiujitsu.

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